Micros e pequenas empresas são as mais inadimplentes

26.08.2019

Uma pesquisa encomendada pela Serasa Experian de Falências e Recuperações Judiciais, as micro e pequenas empresas foram as campeãs nos pedidos de recuperação fiscal em julho de 2019, tendo um crescimento de 131% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ao todo foram 120 requisições, enquanto em 2018 foram apenas 52. Com dificuldades em honrar compromissos por conta da crise as MPE pedem recuperação judicial para tentar salvar o negócio.Leia mais no blog.

 

De acordo com o economista do Serasa, Luiz Rabi, a recuperação judicial para as micro e pequenas empresas, que estão sendo as mais inadimplentes do país é uma tentativa de solução para não fechar, tendo em vista a dificuldade de honrar os compromissos. Como comparação ele cita a porcentagem em aumento de pedidos de médias e grandes empresas, que ficaram, no mesmo período, 38,4% e 5,2%, respectivamente. 

O número total de pedidos de recuperações judiciais em julho deste ano foi de 176, um aumento de 81,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Na análise comparativa entre junho e julho de 2019, o crescimento foi de 22,2%. 

 

Comparativo 

Esse forte crescimento se deveu, principalmente ao comparativo baixo de julho do ano passado, em que houve 97 pedidos. A análise mais provável é de que a greve dos caminhoneiros gerou uma incerteza econômica e muita empresa adiou a decisão de fazer o pedido de recuperação. Quando comparado por setor, a maior variação entre junho-julho deste ano foi no setor primário, com um acréscimo de 31,2% de pedidos. Em segundo lugar, os requerimentos da área de serviços aumentaram 27,5%, seguida pelas empresas industriais com 26,1% e, por fim, comércio com 10,6%.

 

Falências também aumentaram

Os micro e pequenos empreendimentos também foram um destaque negativo nas falências, sendo mais da metade das requisições de julho (51,4%), seguido pelas grandes (25,7%) e médias empresas (22,8%). Quando comparado com julho de 2018, as companhias de grande porte apresentaram a maior variação anual, com 62,9% de pedidos, enquanto as MPEs aumentaram 33,3%. Os empreendimentos de porte médio aumentaram em 14,7%. 

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