• Correa e Lopes

O sócio na governança corporativa

Estar à frente de uma empresa não é tarefa fácil, pois requer sempre renovação de conhecimentos, dedicação, análise constante do mercado e muito preparo. Por isso, muitos empreendedores têm sócios, que podem auxiliar o empreendedor em governar melhor seu negócio, e claro, obter sucesso. A ideia de sociedade é mais nova do que muitos pensam. Ela só surgiu após a crise de 1929,nos EUA, que trouxe uma verdadeira revolução não só para a política americana como também para a sociedade.

Até então, fazia parte da cultura empresarial que os proprietários (um ou mais ou famílias), fossem os responsáveis pelas decisões de seus negócios. E foi somente após a Segunda Guerra que as empresas foram afetadas e viram a necessidade de estruturar seus negócios de maneira mais dispersa, com ações negociadas no mercado de capitais, um modelo que se espalhou pelos demais países.

O que é governança corporativa?

De maneira geral ela é um sistema de regras e práticas pelo qual um negócio mantém o seu controle e direcionamento no mercado. Um dos papéis mais importantes da governança corporativa é definir a participação dos gerentes e diretores para que o negócio assuma uma posição de socialmente responsável em constante crescimento.

Papel do Sócio

O papel dos sócios na governança corporativa pode ser usado em qualquer modelo de negócio, mas, sempre tomamos como exemplo sua aplicação em negócios familiares. De acordo com estudos, 75% das empresas familiares morrem entre a primeira e a segunda geração, principalmente por problemas referentes à sucessão. Isso se deve, em sua maioria, no não pensar nas mudanças que podem ocorrer no negócio quando os filhos crescerem, sem repensar modelo de gestão, etc.

Outra questão que leva muitas empresas familiares ao fracasso é a falta de compreensão entre os sócios de que existe alguém ‘liderando’ o negócio.

A ideia dos sócios na governança corporativa, é que sejam pessoas que desempenhem as suas funções de maneira ética, que estejam prontas no momento da tomada de decisões na empresa, que consigam lidar com as complexidades do mercado, que possam no momento apropriado decidir sobre o que fazer ou não, o que mudar ou não.

Cada pessoa, dotada de importantes habilidades, pode, em união e compartilhamento com pessoas com o mesmo interesse, ajudar a guiar a empresa nos caminhos do crescimento e sucesso. É como um apoio, uma base sólida para que as decisões sejam as mais assertivas. Se, porventura, ocorrer conflitos, os sócios, com base nos princípios da governança corporativa, conseguem chegar a uma solução, tendo sempre o objetivo de prosperidade da empresa.

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