Caixa alto ajuda grandes empresas a enfrentar crise

27.03.2020

A maioria das grandes empresas negociadas na bolsa brasileira tem dinheiro em caixa ou aplicações financeiras para cobrir mais de um ano de pagamento da folha de salários de seus funcionários. Um levantamento feito pelo Valor Data com base em dados de balanços indica que 85% dessas companhias conseguiriam honrar seus compromissos trabalhistas mesmo que parassem de faturar durante 12 meses por causa dos efeitos da pandemia de coronavírus. Metade das empresas restantes(15%) conseguiriam cobrir pelo menos seis meses de salários.

 

Grandes empresas têm recursos para crise 

 

Para cada R$ 1 de dívida bruta, há R$ 2,55 no caixa

 

Os dados se referem a 97 empresas não financeiras que fazem parte do Ibovespa e do índice Small Caps e que já divulgaram seus balanços de 2019. A lista não inclui instituições financeiras, que têm contabilidade diferente. Mas é certo que os grandes bancos do país, que empregam centenas de milhares de pessoas, também têm folga financeira para pagar salários por muito tempo. Obviamente, além de salários, as companhias têm outras obrigações a pagar, como compra de insumos, prestação de serviços, aluguéis, tributos, empréstimos, energia.

 

Os números, porém, são um indicador de que, neste momento de parada da economia, existe alguma folga no caixa das empresas.

 

Outro levantamento realizado pelo Valor Data com 66 grandes companhias não financeiras com ações negociadas em bolsa também indicou uma razoável situação de caixa. No fim do quarto trimestre do ano passado, para cada real da dívida bruta de curto prazo havia R$ 2,55 no caixa e em aplicações financeiras de curto prazo.

 

Os números acima referem-se a grandes companhias e não refletem, necessariamente, a situação da maioria das empresas, especialmente as micro e pequenas. Mesmo entre essa elite, é preciso avaliar caso a caso. Setores como aviação e varejo estão mais expostos aos efeitos da quarentena. “A despeito de certa folga, a questão que assusta no momento é a velocidade de deterioração dos fundamentos macroeconômicos e a dinâmica do contágio em setores e empresas”, diz William Volpato, coordenador do Valor Data.

 

 

Fonte: Valor Econômico

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