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Imposto sobre transações digitais seria duro golpe contra o PIX

Taxar o PIX é um erro. Ideia vai contra os objetivos de modernização econômica no País


Poucas semanas após o início das operações, já é possível cravar que a criação do PIX foi uma das sacadas mais inteligentes do Governo Federal dos últimos anos. O sistema de pagamentos desenvolvido no Banco Central é extremamente prático, baratíssimo e moderno. Ao mesmo tempo em que desburocratiza transações bancárias e as torna acessíveis, o PIX impulsiona a economia, em especial os pequenos negócios e trabalhadores autônomos.


Todo este potencial corre o risco de ruir caso o sistema seja alvo de cobrança de novos impostos. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já manifestou o desejo de taxar o PIX, como parte do que tem sido apelidado de nova CPMF, um imposto de 0,2% sobre transações digitais (compras online, transferências, etc).


Diante da deterioração das contas públicas, sobretudo durante a pandemia, a ideia de Guedes é robustecer a arrecadação para contrabalancear outras despesas, como um possível novo programa de renda básica. Impopular como é, a medida até agora é malvista no Congresso e rejeitada pelo presidente Jair Bolsonaro.


Mais que isso, a hipótese de impor cobranças ao PIX passa a pior mensagem possível a quem inova, seja no setor público ou privado. É como adicionar obstáculos a uma boa ideia, em vez de estimulá-la.


Fonte: Diário do Nordeste

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